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Entrevista: Vereador Carlos "Baiano"



Carlos Cardoso, o "Baiano". Acervo pessoal.


O Portal Sagarana Notícias (SN) lança hoje uma série de entrevistas exclusivas com agentes políticos municipais, com o intuito de proporcionar aos leitores uma maior compreensão das dinâmicas políticas locais e estimular o bom debate público. Abrimos essa série com uma conversa franca com o vereador Carlos Cardoso dos Santos, conhecido como Baiano, figura emblemática que há mais de vinte anos vive em Itaguara e há quatro dedica-se à vida pública. Acompanhe a entrevista:




"Eu não sou da base do prefeito e nem oposição. Eu posso dizer que sou independente"

Carlos Cardoso dos Santos, o "Baiano" como é conhecido em Itaguara, é natural de uma região cacaueira no centro-oeste da Bahia. Seus pais se separaram quando ele tinha apenas 12 anos de idade, o que o obrigou a abandonar os estudos para trabalhar na roça e ajudar sua mãe e seus irmãos. Na época, conseguiu estudar até a quinta série (atual sexto-ano do Ensino Básico). Após passagens pela cidade turística de Porto Seguro, o baiano de Jequié, filho de Rosália Cardoso dos Santos e Teodoro Luciano dos Santos tornou-se morador de Itaguara. Carlos tem 48 anos e, além de servidor público municipal, é também representante do povo itaguarense na Câmara Municipal. Em 2020, foi eleito vereador pelo partido AVANTE, conquistando 166 votos, o que representou 2,2% dos votos válidos naquela eleição.



1. Como você chegou em Itaguara?


Um dos meus irmãos foi morar em Porto Seguro em busca de uma vida melhor. Chegando lá, começou a trabalhar com drinks na passarela do álcool. Alguns anos depois, em meados de 1997, eu também fui a Porto Seguro para trabalhar com ele. Nessas idas e vindas a Porto Seguro, no período do carnaval, conheci uma grande mulher itaguarense: a Maria de Lourdes Freitas Oliveira, conhecida em Itaguara como "Lourdinha do Forno". Nós nos conhecemos em Porto Seguro no início de 2002 e ficamos nos correspondendo via telefone durante o ano inteiro. No início de 2003, nos reencontramos mais uma vez e ela me fez o convite para conhecer Itaguara. Eu, aventureiro que era, aceitei na hora e aqui estou até hoje.


2. Como foi a transição de trabalhar com drinks durante o carnaval para ingressar na Prefeitura?


Cheguei em Itaguara pouco antes do carnaval. Como já tinha experiência com drinks, propus colocar uma barraca no carnaval de Itaguara, o que fizemos com sucesso. A aceitação da população foi gratificante e isso me motivou. Já morando na cidade, decidi retomar os estudos - nesse período, me inscrevi para o concurso da prefeitura para o cargo de serviços gerais. Fui aprovado e comecei a trabalhar em março de 2004. Agradeço, inclusive, ao prefeito Ubiraci Prata Lima (Bira) por ter me ajudado naquele período. Em 2006, terminei o ensino médio e aprendi a dirigir e obtive a carteira de carro e, depois, de ônibus.


Trabalhei por anos transportando estudantes e, mais tarde, fui transferido para a Secretaria de Saúde, onde fiquei por cerca de 15 anos, fazendo o transporte do Cismep. Adoro servir e transportar as pessoas. Ver o sorriso delas é gratificante. Esse sou eu, um baiano de nascimento, mas mineiro de coração.


3. Para você, Itaguara é uma cidade acolhedora? Você já se considera um itaguarense?


Itaguara é uma cidade tão acolhedora que muitas pessoas que a visitam decidem ficar. A minha família mesmo é um exemplo disso. Hoje, metade dos meus familiares estão morando aqui e trabalhando em instituições locais há vários anos.


Para mim, Itaguara não é apenas uma cidade, mas um lar. Acredito que recebemos o que merecemos, e Itaguara é uma mãe para aqueles que a tratam bem. Sou apaixonado por esta cidade e me considero um itaguarense de coração, apesar de ser baiano de origem.

4. Qual a diferença dos baianos e mineiros, em sua opinião?


A diferença entre baianos e mineiros está principalmente na cultura e na gastronomia. Os baianos são apaixonados pelo acarajé, pelo forró e pela capoeira, enquanto os mineiros preferem o pão de queijo, a feijoada e o sertanejo. No entanto, apesar dessas preferências, acredito que somos todos irmãos e compartilhamos uma paixão pela vida.


5. Agora vamos falar de política . Como você avalia a sua atuação neste mandato de vereador?


Avalio o meu mandato como regular, pois vivemos em um século de constante evolução, exceto na política brasileira, que permanece estagnada há séculos. A política continua velha, com o mesmo comportamento de 500 e poucos anos atrás. Eu vivo num dilema em relação a isso. Nós vivemos, hoje, numa política em que o voto é à base de troca e de favores. Muitas pessoas desconhecem totalmente qual é a função de um vereador. Como já dizia a letra da música do Cazuza: "que país é esse?", onde a gente desconhece as verdades, onde o certo é o errado e o errado é o certo? Eu fico confuso com essa situação política. Penso que a nossa política deveria evoluir muito. A gente precisa falar mais de política porque ela está em tudo nas nossas vidas: no lápis, no arroz, no telefone, nos óculos que comprei, na carne, no feijão.


A política está em tudo o que nós precisamos para sobreviver. No dia em que as pessoas aprenderem mais sobre política, elas escolherão melhor os seus representantes e nós teremos um Brasil melhor, um estado melhor e uma Itaguara melhor, e que seja, de fato, para todos.

6. Qual é o seu diferencial em relação aos seus colegas vereadores ?


O meu diferencial em relação aos meus colegas é que quando eu não concordo eu falo e questiono. Com todo o respeito aos nobres colegas, alguns deles mesmo não concordando se calam e ficam quietos. E como diz o ditado: "quem cala consente". Se eu não concordo, eu falo e questiono - essa é a nossa função.


O vereador está na Câmara Municipal para questionar, cobrar e chamar a atenção do prefeito quando alguma coisa não está correta em seu entendimento. Os vereadores não existem para serem "amiguinhos do prefeito"; não existem para estar toda hora lá no gabinete do prefeito tomando cafezinho e batendo papo.

Vereador não pode ficar andando para cima e pra baixo atrás do prefeito. Vereadores são fiscais do Executivo, e quem é o chefe do executivo? É o prefeito. Portanto, o diferencial do "Baiano" para é que eu fiscalizo e não dou conta de me calar. Eu exponho e chamo a atenção da população, levo para as redes sociais. Em muitos momentos, algumas pessoas acham que eu sou polêmico e que sou crítico demais, mas estou apenas cumprindo a minha função.


7. Ao ingressar na Câmara Municipal, a experiência correspondeu às suas expectativas ou foi algo muito diferente do que você imaginava ?


Em partes já era o que eu esperava e em partes não. Por um lado, já era o que eu esperava porque eu já sabia quais seriam os colegas que estariam lá comigo. Então, em alguns quesitos, eu já imaginava que eu teria o apoio de uns e de outros não. A nossa cidade é pequena e a gente conhece todo mundo, né? Já conhece da rua, do dia a dia. Por esse lado, não me surpreendeu. Eu já sabia o que eu ia encontrar.


No entanto, em outras situações, eu esperava um pouco mais. Esperava que, através do diálogo, nós pudéssemos chegar a um entendimento de fazer uma Câmara Municipal mais eficiente. Porque, na minha opinião, quando a gente vai delegar o voto da gente a alguém, a gente tem que levar em consideração não o parentesco, não o fato de a pessoa ser amigo, ser próximo da família, mas sim o fato de ter duas características específicas: conhecimento e coragem.


Você tem que ter conhecimento daquilo que você fala. E ter coragem para falar, para peitar na hora quando houver a necessidade. Talvez essa seja a parte que eu considero negativa. Eu esperava um pouco mais, que a gente pudesse dialogar mais. E em alguns momentos, esse diálogo simplesmente não acontece.

8. Qual foi a sua maior contribuição para o município nestes 3 anos e 3 meses de mandato?


A minha maior conquista foi mostrar para a população as minhas verdades, mostrar o que é ser vereador e como o vereador deve se portar. Porque eu vejo que as pessoas têm uma visão totalmente diferente do que é ser vereador, acham que ser vereador é chegar no final do mês e ficar dando as coisas para os outros, comprando votos através mata-burro, cesta básica e de outras coisas. Desde o primeiro dia, quis mostrar para a população de Itaguara que o vereador tem que trabalhar é lá na Câmara, é lá que ele tem que fazer a diferença. Lá no plenário que ele tem palavra, o poder de representar os seus eleitores, a sua cidade. Porque o próprio Tiradentes morreu para nos dar o poder da fala e, hoje, que nós temos a liberdade de expressão, iremos nos calar? A morte de José Joaquim da Silva Xavier não pode ter sido em vão, porque ele morreu para nos dar hoje o direito de nos expressar.


9. Além dessa atuação parlamentar, existe algum projeto de sua autoria que você queira citar?


Posso dizer que fiz mais projetos indicativos. E por quê? Porque muita gente não conhece, mas infelizmente, o vereador não pode fazer um projeto que cause despesas para o município. Sobre projetos, meu exemplo é um projeto de arborização de um colega vereador, ele foi vetado. Projeto muito lindo, muito bacana, mas foi vetado. E qual foi a justificativa do veto? Que ele gera custos para o município. Essas situações basicamente nos impedem de fazer um projeto que realmente seja bom para o município. Nós nos sentimos obrigados a fazer apenas projetos indicativos - de mudança de nome de rua, de dia do papagaio, dia do sei lá, é isso. Nós não temos, digamos assim, o poder de fazer um projeto bacana porque simplesmente vai ser vetado, como outros já foram vetados, e aqueles que não foram vetados foram engavetados.


Então, nós vereadores, para ser sincero com a população de Itaguara, estamos de braços amarrados, a gente fica sem opção. Você faz um projeto, aí ele é inconstitucional, ele vai gerar atribuições e custos para o município. Você faz outro, a mesma coisa. Volto a falar desse projeto de arborização de um colega que admiro muito, o projeto foi simplesmente vetado. Por quê? O prefeito alegou que vai causar custos para o município, mas o projeto é maravilhoso. Se o prefeito quisesse fazer acontecer, abraçava o projeto e falava assim: eu posso fazer isso. Por que não propôs um diálogo com esse colega vereador? Essa seria a parceria Câmara-Executivo que eu adoraria ver acontecendo, mas isso não acontece em nosso município.


10. Como você avalia a relação entre o legislativo e o executivo durante este mandato, considerando que você tem sido muito crítico ao prefeito?


Na minha opinião, faltam verdades e faltam entendimentos nessa relação. Uma parceria só é sólida quando tem verdades, quando essa parceria tem entendimento. Eu vejo que prefeito nenhum, de lugar nenhum, deveria se incomodar com questionamentos ou cobranças de explicação de qualquer vereador. Porque é obrigação do vereador questionar, ele está fazendo o dever dele; e é obrigação do prefeito dar respostas em nome da transparência. Então, se o prefeito não tem nada de errado, por que ele vai achar ruim de um vereador fazer qualquer questionamento? Quem não deve, não teme. O prefeito não tem que se exaltar ou se sentir ofendido quando ele é fiscalizado.


Ele simplesmente deve dar as respostas de forma clara porque eu estou cumprindo meu papel. Por esse motivo, eu avalio que não existe um bom diálogo e uma boa relação, porque faltam verdades, falta diálogo.

11. Qual nota, de 0 a 10, você daria para o prefeito Geraldo (Chumbinho) em relação à sua gestão à frente da prefeitura de Itaguara durante este mandato?


A nota que eu dou hoje para o executivo de Itaguara é 6. Está na média, né? Não está abaixo da média. Tem muita coisa que poderia melhorar, mas não é de todo ruim. Uma das coisas que ele devia melhorar era justamente o entendimento das funções do Legislativo e aceitar cobranças, sugestões e fiscalizações. Cabe a ele, se não deve nada, responder aos questionamentos dos vereadores. Faltam verdades, falta diálogo. Então, por isso, a minha nota é 6.


12. Na sua opinião, qual é a melhor secretaria da atual administração e por quê?


A melhor secretaria de Itaguara hoje, sem sombra de dúvida, não desmerecendo as outras, mas por todo o contexto, é a Secretaria de Saúde. Ela é o carro-chefe do município, seguida de perto pela Secretaria de Educação. A Secretaria de Saúde é muito bem comandada pelo Christian e a Secretaria de Educação pela Lucíola. São as duas secretarias que se destacam no município.


13. Por outro lado, qual é a secretaria que mais precisa de melhorias ?


A Secretaria que mais precisa de melhorias é a Secretaria de Obras. Itaguara é uma cidade pequena na zona urbana, mas é muito grande quando a gente pensa na extesão rural. Temos quilômetros e quilômetros de estradas rurais. Isso demanda um bom contingente de funcionários, de material e de veículos. E isso nós não temos o suficiente. Nós não temos todo o parâmetro que a gente precisaria para que a Secretaria de Obras realmente fosse capaz de atender todas as demandas do município. A secretaria que precisaria melhorar bastante e ter apoio maior por parte do poder público seria a Secretaria de Obras.


14. Você se considera um vereador da base do prefeito, de oposição ou independente?


Eu não sou da base do prefeito e nem oposição. Eu posso dizer que sou independente. Eu vou usar essa expressão: independente. Não concordo com as coisas que eu entendo que estão erradas, mas se o prefeito fizer algo positivo, eu vou apoiar. Eu só quero que as coisas aconteçam da forma correta. Que seja, de fato, uma "Itaguara para todos" (slogan da atual administração). Que ele faça valer o slogan dele. Itaguara para todos. Mas é para todos mesmo.! Sem exceção de ninguém. Não para meia dúzia de pessoas.


15. Qual é o maior problema de Itaguara na sua avaliação?


Acho que o nosso maior problema hoje é a escassez de emprego. Temos em Itaguara uma quantidade grande de jovens. A cidade está crescendo e nós não temos empregos o suficiente. Para todos esses jovens que se encontram ociosos em Itaguara, precisamos criar mais oportunidades de empregos. Quando temos emprego suficiente a renda melhora e por consequência a qualidade de vida também melhora. A dica que eu deixo para os próximos prefeitos é que busquem formas de atrair novas empresas para Itaguara. Para que assim nós possamos oferecer empregos para esse tanto de jovem que nós temos hoje.


16. Como enxerga o cenário político para as eleições de 2024 em Itaguara?


Eu vejo alguns nomes positivos . Ventilam alguns nomes por aí que eu acho muito interessantes. Espero que essas pessoas que estão sendo cogitadas para chefiar o nosso executivo estejam realmente preocupadas com a população de Itaguara. Que estejam preocupados em resolver os problemas da cidade, em viver o dia a dia do povo itaguarense, porque nós só vamos ter um Brasil melhor, um estado melhor, uma cidade melhor no dia em que os representantes estiverem de fato preocupados com os seus munícipes. Que seja uma pessoa democrática, aberta ao diálogo, porque a única arma poderosa que nós temos, hoje, para resolver as coisas é o diálogo.


17. Você será candidato à reeleição neste ano?


Eu não serei candidato nas próximas eleições porque eu prefiro ser eu mesmo e gosto de falar o que penso. Não quero ser apenas mais um na Câmara Municipal. Eu quero fazer a diferença. E dependendo dos nomes que estiverem lá, não vai adiantar nada, eu vou ser apenas mais um. No mandato anterior, tivemos a mesma situação. Havia dois vereadores que eram independentes e verdadeiros, mas eles não conseguiram fazer muita coisa. Hoje, no atual mandato, vejo que tem eu e mais dois colegas que também buscamos essa verdade, mas essa verdade não vem. Penso que num próximo mandato eu estaria comprando ainda mais inimizades e brigas sem surtir efeito. A minha luta vai ser em vão. Por esse motivo eu não vou me candidatar nessa próxima eleição. Quem sabe mais para frente, em outra ocasião.


18. Existe algum assunto que não abordamos e que você gostaria de abordar?

O assunto que eu gostaria de falar um pouco mais é sobre a nossa política. Se tem uma coisa que fico muito triste é porque nós vemos muitos dos representantes do povo que, em vez de mostrarem para a população o que eles pretendem fazer para melhorar a vida das pessoas, preferem ficar julgando os seus antecessores e apontando eventuais questões do passado. Aí eu me pergunto: o ontem já foi. A gente tem que viver o agora, é o hoje. Então espera aí, para que eu vou ficar apontando o que o prefeito anterior fez ou deixou de fazer, sendo que eu é que sou o prefeito agora? Sou eu que tenho o poder de fazer a diferença. Se você é o prefeito hoje, faça você a coisa acontecer. Ficar atribuindo tudo ao antecessor me deixa muito triste, mas isso não acontece apenas no cenário municipal, também ocorre nos cenários estadual e nacional. Vemos o tempo todo representantes que não apresentam soluções, e que ficam apontando o dedo para seu antecessor. Isso precisa ser modificado se queremos uma cidade melhor e um Brasil melhor.


19. Deixe uma mensagem para os nossos Leitores. Nossos agradecimentos pela entrevista.


A mensagem que eu gostaria de deixar para todos os leitores do Sagarana é: Gente, as próximas eleições já estão batendo às nossas portas. Precisamos escolher representantes com conhecimento e com coragem. Os representantes precisam ter essa dupla característica para governar. Acrescento ainda: Vamos acabar com essa velha política de 500 anos, de votar em um candidato simplesmente porque é amigo, porque compra voto ou porque é ligado à nossa família, porque é prima, irmão ou sobrinho. Isso não faz sentido! Quando a gente quer um advogado, a gente pede informação para o melhor advogado. A gente não quer saber se ele é primo, se é cunhado, se é irmão. Quando procuramos um médico, também queremos o melhor. Chega de votar em candidato porque é parente, porque é um pobre coitado, porque é humilde ou argumentos do tipo. A gente tem que delegar o nosso voto a pessoas que tenha conhecimento daquilo que ele precisa ser feito e que tenham coragem para peitar, seja lá quem for, quando houver necessidade. A minha mensagem é essa.


Aproveito e deixo um grande abraço para todos os leitores do Sagarana e, desde já, peço desculpas para aquelas pessoas que, porventura, me entendam de forma errada. Qualquer pessoa pode não concordar com a minha fala e isso é um direito numa democracia. Peço desculpas pela sinceridade, não quero ofender ninguém. Também deixo um abraço ao amigo vascaíno-atleticano, Alisson Diego, que é o idealizador do Sagarana Notícias e que também é uma pessoa que admiro muito e que ajudou muito a nossa cidade, principalmente quando esteve como prefeito de Itaguara (2009-2016). No mais, eu agradeço pela oportunidade e deixo um grande abraço para todos os itaguarenses. Sou muito grato a esta terra que me acolheu tão bem!

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