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Capital: quem realmente manda no dinheiro?

Francisco Reis Bastos, da Academia Mineira de Medicina



Nos bastidores do poder econômico, há uma verdade incômoda: enquanto o povo luta para sobreviver, quem realmente controla tudo, inclusive o dinheiro são as grandes corporações financeiras.


E isso tem implicações profundas na vida de todos nós.

No Brasil, estima-se que cerca de 7,3 trilhões de reais — algo em torno de um trilhão de dólares — estão nas mãos de instituições financeiras, incluindo os bancos.

O governo, por outro lado, administra uma fração irrisória disso: apenas 50 bilhões de reais.


Na prática, isso significa que essas corporações têm um poder 146 vezes maior de movimentar o dinheiro do país do que o próprio Estado.


Essas instituições escolhem para onde vai o dinheiro, quanto pagar em juros, onde investir.


O dinheiro, como dizem, gera mais dinheiro — e nem que seja só em juros, o lucro sempre volta para quem já tem muito.


O resultado?


Um povo refém de um sistema onde o governo tem pouca margem para agir. A máquina pública é muito pequena diante da engrenagem financeira privada.


Nos Estados Unidos, a situação é parecida, mas em uma escala ainda maior: cerca de 20 trilhões de dólares estão sob domínio das mesmas corporações financeiras.


É o capital privado pirata.


A surpresa vem da China.


Lá, o governo central, comandado pelo Partido Comunista, administra 43 trilhões de dólares.

O bolo do capital é gigante!


É ele quem decide onde investir, qual infraestrutura será construída (inclusive em outros países!), e quais taxas de juros aplicar. Trata-se de um capital duas vezes maior que o dos EUA, usado estrategicamente para fomentar o desenvolvimento do país e beneficiar sua população.


A verdade é que o modelo chinês mostra como o capital pode ser uma *máquina poderosa a serviço do Estado* — e, por que não, do povo.


Talvez uma das saídas, aqui no Brasil, fosse resgatar o poder das pessoas sobre seu próprio dinheiro.

Imagine fomentar uma caderneta de poupança que oferecesse melhor rentabilidade: milhões de brasileiros poderiam deixar os bancos privados tradicionais para trás e migrar apostando em algo mais justo.


Seria uma maneira de estatizar a grana através de mais garantia e melhor remuneração.


Fica o convite à reflexão: quem estamos sustentando com o nosso suado dinheirinho?

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