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Lôla: Uma história de amor e dedicação ao Conquistano

O Conquistano abre seu centenário Baú de Memórias para contar a história do funcionário mais dedicado e apaixonado do clube: Camilo Bernardo dos Santos, o nosso querido Lôla.


Filho de Maria Aparecida e Luiz Bernardo dos Santos (Moizinho), Lôla nasceu em 15 de junho de 1965, em uma família de nove irmãos. Desde a infância esteve às voltas do Conquistano, acompanhando os eletrizantes jogos do passado. Torcedor nato do glorioso alvirrubro, Lôla nasceu e cresceu à beira do campo, sempre cultivando boas amizades e formando-se como pessoa de bem. Ele se recorda com emoção dos tempos de Sr. Zizi, Edvar Silva, Antônio Vitalino, Lindorifo Prata Lima, Zuta, José Marra, Sr. Raimundo, Zito Morais, Anastacinho e tantos outros nomes que marcaram a história do clube em campo e nas arquibancadas.


E de onde veio o seu apelido? Ora, essa é uma curiosidade que muitos têm. Apesar de cruzeirense, seu apelido veio de um ex-jogador do Atlético, que atuou nos anos 60 e 70, sendo autor do milésimo gol feito no Mineirão. Por suas qualidades em campo, a turma dos campinhos deu-lhe o apelido que traz até hoje.


A sua história no clube começou logo cedo. Com menos de 20 anos de idade, ele trabalhava como garçom na Sede Social, nas famosas Horas Dançantes que embalaram a galera dos anos 80 aos sábados à noite. Na mesma época, também trabalhava como servente no que viria a ser o Setor Piscinas, ajudando o Sr. Antônio Penido nas obras de construção, sob a administração de Rui Alberto Lara. Quando foi inaugurado, em novembro de 1982, Lôla também foi contratado para trabalhar nos finais de semana, ajudando na organização do clube e na manutenção e limpeza das piscinas. Mas foi em janeiro de 1991 que Lôla assinou definitivamente sua carteira como funcionário do Conquistano.


Hoje, Lôla é um “patrimônio” do clube. Sua dedicação e experiência fizeram dele uma figura importantíssima na condução dos trabalhos e organização das atividades. Com suas mãos cuida de tudo com esmero, desde as piscinas até o campo, tratando a todos com humildade e simplicidade.


Quem não se lembra do Lôla nas portarias dos bailes, no futebol de campo e de salão? O Lôla correndo atrás das crianças em volta da piscina; o Lôla no campo; o Lôla na sauna; o Lôla no bar; o Lôla na quadra de peteca; o Lôla... em todo lugar, respirando a atmosfera do Conquistano.


“O Conquistano é a minha 2.ª casa”, diz ele: “hoje sou funcionário feliz onde trabalho, onde fiz e faço grandes amizades. Sou muito lembrado em qualquer lugar que entro. Hoje sinto um verdadeiro amor pelo Conquistano, onde criei a minha família e ganho para cuidar das famílias dos associados no clube”.


Sim, Lôla. Quanta emoção! Poderíamos passar horas e horas escrevendo sobre sua história. Mas registramos aqui apenas esta pequena homenagem, somada a um sentimento enorme de gratidão. Mantemos a certeza de que seu trabalho continuará por muitos anos, com o mesmo carinho de sempre. Resta-nos apenas dizer: OBRIGADO POR TUDO, LÔLA!


 

Texto originalmente publicado no Bau de Memorias do Clube Conquistano, por Rafael Penido Vilela Rodrigues, professor, graduado em História (2015) e em Filosofia (2019), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG, na área de Filosofia Moderna e Contemporânea, com ênfase em Filosofia Luso-Brasileira e Filosofia no Brasil

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