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A importância da Escleroterapia no SUS


Temos razões de sobra para nos orgulhar do Sistema Único de Saúde (SUS), seguramente uma das maiores conquistas civilizatórias recentes do nosso país.


Há mais de 30 anos, o SUS é refúgio para sete em cada dez brasileiros que precisam de cuidados médicos. É um número que deve aumentar em decorrência dos efeitos econômicos.


Trata-se do maior sistema de saúde universal e gratuito do mundo, assim reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).


O SUS é corolário do processo de redemocratização do País e está inscrito na Constituição cidadã de 1988, que em seu artigo 196 dispõe que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, e determina que “as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único”, como se lê no artigo 198 da Lei Maior.


É do SUS, por exemplo, o maior programa público de transplantes de órgãos do mundo. Cerca de 96% destas cirurgias são realizadas gratuitamente pelo SUS, de acordo com o Ministério da Saúde.


Também importante, é do SUS o maior programa de imunização de que se tem notícia. São cerca de 300 milhões de doses de vacinas incluídas no Calendário Nacional de Vacinação, protegendo os brasileiros contra mais de 20 doenças.


No campo da IVC, (as varizes de membros inferiores), a Insuficiência venosa crônica, o SUS tem progressivamente oferecido à Escleroterapia com Espuma.


Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, endovascular eficaz e econômico. Estima-se que chegaremos a meio milhão de sessões de escleroterapia no ano de 2024, conforme gráfico anexo.


Diversos estudos destacaram a tendência de crescimento no número de procedimentos de EE no Brasil, com aceitação crescente no Sistema Único de Saúde (SUS).


A comparação dos dados entre 2017 e 2024 mostrou um aumento no número de procedimentos, com destaque para a região Nordeste (gráfico 1 )


Gráfico 1. Tratamento esclerosante de varizes de MMII, comparativo por região.



Fonte: DATASUS, TABNET, Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). Período: jan/2017 a mar/2024.


Não resta a menor dúvida de que o SUS é um bem público a ser valorizado e protegido e devemos comemorar essa conquista da medicina brasileira.


Francisco Reis Bastos

- Titular da Academia Mineira de Medicina

- ⁠Angiologista em Oliveira e Belo Horizonte

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